Alergia, um mal que atinge 20% da população mundial.
“Segundo pesquisa, 20% da população mundial tem alergia pelas vias respiratórias”, afirma o médico otorrinolaringologista Marcelo Bella, do plano Santa Casa Saúde. Este número varia de acordo com o índice de poluição de cada cidade, ou seja, em cidades como Manaus, onde o clima é predominantemente chuvoso, o número de pessoas com o problema é menor. Já em cidades como São Paulo e Campinas, que possuem grandes indústrias, número elevado de veículos e clima seco, o registro de casos de doenças alérgico é elevado.
O problema se agrava na região de Limeira durante o período de maio a outubro, meses de escassez de chuva e queima de cana-de-açúcar. O número de atendimentos nos hospitais e em consultórios chega a centenas neste período.
De acordo com o médico Marcelo Bella, a rinite alérgica perene e a sazonal são as que mais afetam a população. A rinite alérgica perene provoca crises mais freqüentes e são desenvolvidas por substâncias como poeira.
A rinite alérgica sazonal pode ser provocada por pólen de flor e a substâncias específicas, desenvolvida em certas épocas do ano.
A alergia desenvolve sintomas semelhantes ao da gripe. Nariz entupido, coriza, espirro, mal-estar e coceira na garganta. “O que diferencia a gripe da alergia é que a gripe dá dor e febre e a alergia não”, explica Marcelo.
Na maioria das vezes, as crises alérgicas podem ser evitadas. Manter o ambiente familiar e profissional limpo e sem cheiros fortes, evitar objetos que acumulem poeira como tapete, cortina, almofadas e bichos de pelúcia são fundamentais para o bem-estar do alérgico. “Carpete é um ‘veneno’ porque além de acumular muita poeira, abriga ácaros”, complementa o médico Marcelo.
Há casos que a alergia tem cura por meio da vacina terapia, mas depende do tipo, grau da doença (leve, moderado ou grave) e do organismo do paciente. Geralmente o tratamento é feito com medicamentos e orientações. “Antialérgicos via oral e tópico nasal são uma forma eficiente de tratar a alergia”, afirma Marcelo.
Um acompanhamento médico é fundamental nos casos das rinites alérgicas, com o intuito de evitar crises, principalmente no inverno, onde o tempo é mais seco. “A rinite alérgica depende de tratamento contínuo, pois não adianta tratar e depois parar, se não a cada nova crise, ela volta mais forte”, explica o otorrinolaringologista Marcelo.
Nos próximos anos a porcentagem da população mundial com problemas alérgicos será muito maior devido às mudanças climáticas e ambientais da Terra, por isso cuidados básicos e fundamentais fazem toda a diferença. “Colocar tapete, carpete e objetos que retém poeira em casa, no escritório deixa o ambiente bonito, mas não é bonito para a saúde”, finaliza o médico Marcelo. |