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Médico-cirurgião fala sobre câncer de intestino

O câncer de intestino, também conhecido como de cólon e reto, uma patologia que tem aumentado na população, principalmente entre as mulheres. As causas mais prováveis são: produtos industrializados, alta ingesta de gorduras (carnes vermelhas e queijos), falta de exercícios físicos diariamente, tabagismo e álcool.

O câncer de intestino apresenta os primeiros sintomas da doença quando está em estágio avançado e os sintomas mais comuns são: sangramento pelo ânus ou sangue junto às fezes, anemia crônica de origem desconhecida, perda de peso sem causa aparente, alterações do hábito intestinal e dor para evacuar. Por isso, o cirurgião do aparelho digestivo, endoscopista e proctologista do plano Santa Casa Saúde, Ricardo Bolzam do Nascimento, recomenda a todas as pessoas acima dos 50 anos para realizar exames preventivos.

O diagnóstico é realizado através do “toque retal”, da colonoscopia ou do enema opaco e também através da pesquisa de presença de sangue oculto nas fezes. O exame de “toque retal” possibilita o diagnóstico do câncer quando aparece na porção mais baixa, no reto. A colonoscopia é um procedimento que permite ao médico examinar o intestino grosso através da inserção de um tubo flexível e o enema opaco, um raio-X constratado e a pesquisa de sangue oculto nas fezes nos dá o sinal de alarme de que algum sangramento intestinal está ocorrendo. “A colonoscopia é o exame mais completo, não só no ponto de vista de diagnóstico, como também no ponto de vista de tratamento, pois é possível através deste exame resolver alguns problemas”, ressalta Ricardo.

Uma pessoa com câncer de intestino, se diagnosticada no início da doença, tem 90% de chances de ser curada, através da  cirurgia ou até mesmo durante o exame colonoscópico. Mas o cirurgião do aparelho digestivo, Ricardo Bolzam, garante que, mesmo nos casos de diagnósticos feitos tardiamente, é possível a cura. “Não é porque o tumor não está no começo  que não há cura, nós conseguimos curar sim, apesar dos resultados não serem sempre positivos pois a chance de cura se torna menor. Mesmo nos casos em que a doença está avançada, sempre há um tipo de tratamento”.

De acordo com o médico, o exame de colonoscopia deve ser feito a cada cinco anos, a partir dos 50 anos e anualmente é recomendável fazer um exame de fezes nos pacientes sem história familiar. Naqueles em que há antecedentes familiares ou pessoal (doença inflamatória do intestino) a prevenção deve ocorrer a partir dos 40 anos ou até mesmo antes caso haja algum sinal clínico.

O médico-cirurgião do aparelho digestivo, Ricardo Bolzam do Nascimento, é formado há 12 anos e há sete atende pelo plano Santa Casa Saúde e pós-graduado na área de Coloproctologia na UNICAMP, possui título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e também pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.. Também trabalha na área de proctologia, no Hospital Mário Gatti, em Campinas.